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Equipamento da USP que trata HPV e lesões recebe certificado da Anvisa

Um equipamento desenvolvido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) emSão Carlos que trata o HPV e previne doenças no colo do útero com luz de LED recebeu certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). De acordo com os cientistas, os testes com a máquina apresentaram bons resultados nas lesões em fase inicial e o o objetivo agora é melhorar o aparelho para que ele possa ser usado também em casos mais avançados e seja disponibilizado na rede pública de saúde. “Em 70 mulheres com lesão de grau um no colo de útero, foi uma eliminação completa das lesões cervicais, como a gente chama”, contou o professor Vanderlei Bagnato, pesquisador do Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP). “Nós esperamos que nos próximos dois anos essa técnica atinja maturidade para ser disponibilizada para a ginecologia brasileira para o tratamento das nossas mulheres”, completou. TratamentoO equipamento realiza um tratamento considerado alternativo e, atualmente, é usado no Ambulatório de Saúde da Mulher, em Araraquara. Os pesquisadores explicam que é emitida uma luz de LED que interage com o creme aplicado sobre a lesão. “A paciente é instruída a aplicar o creme como se fosse um creme vaginal. No dia seguinte, ela vai ao consultório e fica em posição ginecológica, aí a ponteira de tratamento do equipamento é inserida na paciente e fica em contato com o colo do útero. A reação entre o creme, que tem o fotossensibilizador, e a luz faz a ação fotodinâmica, matando a lesão”, explicou a pesquisadora Fernanda Carbinatto. De acordo com o coordenador e ginecologista do ambulatório, Wellington Lombardi, o tratamento traz vantagens em relação à prática tradicional. “O tratamento convencional seria cauterizar, queimar essas lesões diretamente no colo, ou um seguimento de uma maneira mais rigorosa a cada seis meses. A vantagem desse novo método, a aplicação dessa nova tecnologia, é por ser um equipamento indolor e seguro”, disse. EficáciaOs testes foram muito positivos e pacientes que usaram o aparelho, como a recepcionista Rafaela Melhado, aprovaram os resultados. “Fiquei muito feliz porque em uma sessão eu já consegui recuperar a lesão”. Rafaela Melhado, recepcionista “Fiquei muito feliz porque em uma sessão eu já consegui recuperar a lesão e não tinha mais nenhuma ferida, fiquei curada”, contou a moça, diagnosticada com uma lesão no colo do útero há dois anos. FuturoAgora, o objetivo dos pesquisadores é conseguir fazer com que o equipamento cure lesões mais avançadas. “Fechando o protocolo clínico, a gente pode entrar junto ao Ministério da Saúde, à Anvisa e outros órgãos para tentar implementar esse equipamento também para lesões de alto grau e, aí, sim, disponibilizar essa técnica para o sistema público de saúde”, concluiu Fernanda.